terça-feira, 23 de agosto de 2011

Inclusão do Carvão Mineral nos leilões A-5 - O "x" da questão

Um dos articuladores do movimento pela inclusão do carvão mineral nos leilões de energia A-5, Deputado Federal Paulo Pimenta, concedeu entrevista ontem a rádio Difusora de Bagé, onde passou um panorama do andamento processo de melhor aproveitamento do carvão mineral na matraz energética.


Pimenta deixou claro o que baliza a decisão do governo Federal em não construir mais usinas a carvão no Brasil: O compromisso do Brasil em reduzir a emissão de gases causadores do efeito estufa, assumido na Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas de 2009, COP 15, também chamada Conferência de Copenhague.


Na ocasião, a comunidade científica defendeu que os países mais ricos deveriam reduzir as suas emissões de CO2 em 25 a 40%, até aos níveis emitidos em 1990, de modo a limitar as mudanças climáticas. O Brasil levou para Copenhague uma proposta de reduzir as suas emissões em 40%, desafiando os países mais desenvolvidos a seguir o seu exemplo.


Ou seja, internamente existe um decreto, que pode ser mudado, onde defini os índices de emissões de Co2 por setor, como transporte, industria, geração de energia a base de carvão, entre outros. Onde o índice de emissão de Co2 apartir da geração de energia a base de carvão mineral está no limite. O que se deve fazer: Na minha humilde opnião, se estiver errado me corrijam, é buscar argumentos técnicos para que o governo recalcule estes índices alterando o decreto. Não é uma tarefa fácil. Buscar subsídio junto ao Ministérios de Meio Ambiente, mais especificadamente na Secretaria de Mudanças Climáticas e Qualidade Ambiental, é fundamental para isso, pois quem deve ter convencido e subsidiado o governo federal a tal medida foram os técnicos deste ministério. Vamos estudar o tema 


Na próxima semana, membros da comissão pró-carvão, que organizou o 1° Manifesto, juntamente com lideranças políticas da região carbonífera e Santa Catarina, estarão em Brasília somando forças para que este assunto chegue até a presidenta Dilma com a força dos deputados, senadores e ministros. 


Vamos em frente...


Se você quiser saber mais sobre o Tratado de Copenhague clique aqui.
É interessante também ler sobre o Protocolo de Quioto que ainda esta em vigência mas vence em 2012.

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